Sábado, 29 de Abril de 2017

No berço das águas nasce um Santuário!

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Muita gente ao ouvir falar do município de Caldas Novas ou Rio Quente, imediatamente associa as águas quentes que jorram da terra. De fato, esses municípios são conhecidos por ser a maior estância hidromineral do mundo, possuindo águas que brotam do chão, em temperaturas que variam de 43º a 70º graus...

Falemos agora especificamente de Caldas Novas: município do estado de Goiás, com uma população de 83 mil habitantes. Na alta temporada, a cidade chega a comportar mais de 500 mil turistas. População hospitaleira, já que acolher os que por lá passam, consiste no “ganha pão” da população deste município.

Caldas Novas e mais dezoito municípios pertence à Diocese de Ipameri, pastoreada pelo Bispo Guilherme Werlang. Dom Guilherme teve a inspiração de convidar duas Congregações Religiosas – os Missionários Saletinos e os Missionários da Sagrada Família, para juntos com a Diocese de Ipameri, dessem os primeiros passos no projeto da construção do Santuário Diocesano Nossa Senhora da Salete. O Santuário é administrado e animado por estas duas Congregações, mas esse local de devoção é da Diocese e do Povo de Deus que chega a cada dia para visitar Maria e através dela chegar ao Seu Filho Jesus.

Era o ano de 2003 quando foi dado os primeiros passos: visitas, conversas, reuniões, projetos... Em fevereiro de 2004 marca a chegada dos Missionários Saletinos. No dia seis de maio de 2005, foi realizada uma reunião com a presença do Bispo Diocesano, do Provincial dos Saletinos e dos Missionários da Sagrada Família, juntamente com diversos Padres da Diocese. Naquele dia “nascia” oficialmente o que hoje chamamos o SANTUÁRIO DIOCESANO NOSSA SENHORA DA SALETE.

O Estado de Goiás faz parte do cerrado, que é o segundo maior bioma brasileiro. Bem no “pé” da Serra de Caldas, foi o local escolhido para ser erguido o Santuário. Entre os troncos tortuosos da vegetação do cerrado, pensou-se cuidadosamente cada passo dessa edificação. Temos certeza que a Mãe da Salete intercede a Deus por essa iniciativa.

Antes de erguer a Igreja de pedra, era necessário que um grupo de religiosos formassem uma comunidade e divulgassem a mensagem e o fato da Salete. A partir de Marzagão e Rio Quente, os missionários foram atendendo as comunidades e viabilizando o projeto do Santuário.

Do decorrer desses treze anos, vários religiosos passaram por essa região: Marzagão, Rio Quente e depois Caldas Novas. O Santuário ainda não está concluído, mas já tem uma história bonita para contar. Desde o início, cada missionário que passou por essa região, foi dando sua contribuição, abraçando de forma comunitária a construção desse Santuário, já que não se trata de um projeto de “uma pessoa”, mas uma iniciativa da Diocese juntamente com duas Congregações Religiosas. Junta-se a eles a doação e generosidade de tantos benfeitores e devotos da Salete que tem abraçado com tanto amor a edificação da “casa da Mãe Reconciliadora”.

Quem tem acompanhado essa obra desde o início, ao perceber o quadro atual em que se encontra, sente a alegria em ver despontar no meio do cerrado esse espaço que tem sido tão bem visitado por quem passa por essa região. Dá uma emoção vislumbrar ao “pé dessa serra”, uma enorme torre, com a cruz, que junta céu e a terra.

Mas o que é mesmo um Santuário? O Diretório Provincial dos Santuários Saletinos diz que esse espaço é “o lugar da evangelização viva, encarnada no chão da história e a partir dos fatos da vida do povo. É local da experiência de Deus, do encontro do lado materno do Senhor, do fazer-se próximo a Maria, para dizer-lhe, Mãe ‘eis-nos aqui suplicantes’.”

Particularmente, o Santuário Diocesano N. Sra. da Salete desde o início foi pensado em ser um espaço privilegiado de ter presente a pauta da ecologia, do meio ambiente, como também a realidade da água em nosso país e no mundo. Temas estes, retomados no Pontificado do Papa Francisco e na agenda pastoral da CNBB.

Este ano de 2017, três missionários saletinos atuam diretamente no atendimento do Santuário: Pe Ildefonso, Pe Daniel e Pe Francisco. Cada um com uma responsabilidade específica e, ao mesmo tempo ajudando-se comunitariamente para atender os peregrinos, romeiros e devotos que a cada dia vão se multiplicando.

Na dinâmica desse Santuário, já foi realizado um Simpósio de Mariologia. Nesse ano de 2017 vai acontecer o Simpósio Maria e Ecologia, juntando várias motivações: o Ano Mariano que celebra os 300 anos da Aparição da imagem de Nossa Senhora Aparecida, o tema da Campanha da Fraternidade e a realidade da ÁGUA em nosso país.

Queridos Irmãos, Queridas Irmãs: Hoje 22 de março, dia Internacional da Água, abrimos oficialmente um canal de comunicação do SIMPÓSIO MARIA E ECOLOGIA. No decorrer desses meses estaremos divulgando as informações e notícias para motivar a participação. Em breve enviaremos a ficha de inscrição.

DIOCESE DE IPAMERI – MISSIONÁRIOS SALETINOS – MISSIONÁRIOS DA SAGRADA FAMÍLIA

Última modificação em Quarta, 22 Março 2017 18:35

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