Quarta-Feira, 17 de Janeiro de 2018

Mensagem - Feliz ano novo!

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Ano novo: o lápis e o apontador

 

 

O uso do computador não me fez perder o hábito de escrever a lápis. É gostoso ver como escrevi, o formato de minha letra; sempre apreciei a cor cinza da escrita do lápis. Dá -me a sensação de originalidade, leveza, discrição... Outro dia, percebi que o lápis estava falhando, não estava escrevendo direito. Peguei um apontador que guardo comigo há anos. Com alguns giros, o lápis estava pronto para escrever de novo.

 

Lembrei-me que na vida da gente também é assim, depois de algum tempo, é preciso apontar o lápis. Vivemos as preocupações do dia-a-dia, as inúmeras atividades, a rotina, o cansaço, as decepções... e já não escrevemos bem nossa história. É hora de passar pelo apontador. São muitos os apontadores que podemos utilizar: um dia de descanso, uma noite bem dormida, uma conversa franca com um amigo, um momento de oração mais intenso, um aconselhamento com alguém mais experiente, um bom livro, um retiro, um curso de atualização... São inúmeras as oportunidades.

 

Passar pelo apontador não deve ter sido agradável para o lápis. Afinal para que a ponta ficasse apropriada para a escrita, ele teve que se deixar cortar. Mas não tinha outra saída: ou enfrentava o apontador ou não podia mais desempenhar sua função de escrever. Um lápis sem ponta é incompleto. Não serve para mais nada. É apenas um enfeite. Constato que, muitas vezes, somos mais medrosos ou covardes do que o lápis. Quantas vezes sentimos que estamos perdendo a capacidade de escrever por causa da rotina, pelo desleixo, pela acomodação, pela mesmice, pela perda do ela inicial... Será que temos a coragem de enfrentar o apontador e nos refazer? Muitas vezes não temos a coragem de cortar excessos; falta-nos a ousadia para mudar, olhar em outras direções, superar o egoísmo, o narcisismo, perdoar... E isso é muito difícil. Preferimos nos acomodar.

 

Voltando à história do lápis e do apontador, damo-nos conta que ao passar pelo apontador, o lápis foi cortado em sua parte externa, mas também nos seu interior. O carvão interno também foi modelado, renovado. Para que a escrita fique legível e perfeita, a ponta precisa ser feita por inteiro. O mesmo acontece conosco. Ou apontamos nosso lápis e refazemos nossa capacidade de escrever história, deixando-nos modelar externa e internamente, ou seremos como um lápis sem ponta, sem utilidade, sem significado.

 

Estamos iniciando 2018. Ano novo, vida nova.

 

E tempo de escrever nova história, projetar o futuro com as virtudes da audácia e da profecia.

 

Que tenhamos bem apontado o nosso lápis. Os Missionários Saletinos desejam um 2018 marcado pela esperança, pois Deus está conosco e Ele é sempre fiel.

 

 

 

Pe. Ângelo Perin, MS.

 

 

 

 

 

Última modificação em Domingo, 31 Dezembro 2017 01:12

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