Quarta-Feira, 23 de Agosto de 2017

Maria, Modelo da Igreja

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Maria, modelo da Igreja

 

Maio é o mês dedicado à Nossa Senhora. Em nossas comunidades há a prática de novenas, orações especiais e, sobretudo aquele gesto, que emociona tanta gente: a cerimônia de coroação da Virgem Maria. Nosso povo sabe valorizar a presença de Maria no dia a dia da vida, pois ela é a Mãe de Jesus e nossa Mãe. Mãe, certeza de presença, de amor, de cuidado, de proteção...

 

Queremos nos unir a todas as comunidades, recordando que Maria é modelo para todos nós. Com a ajuda dos dois primeiros capítulos do evangelho de Lucas, vamos compreender que Maria acolhe em seu seio, com alegria, a presença de Jesus, o Filho de Deus. Sabiamente, o Concilio Vaticano II, enfatiza que Maria é modelo para a Igreja. Dela podemos aprender a ser mais fiéis a Jesus e ao seu Evangelho. Brota espontaneamente, em nós, a pergunta:

 

 

 

como a Igreja pode tornar-se mais mariana, nos dias de hoje?

 

Como ser uma Igreja mais parecida com Maria?

 

 

 

Apresentaremos, a partir do evangelho de Lucas, sete características de uma Igreja mais mariana em nossos dias.

 

1. Ternura e acolhida: uma Igreja que incentiva a "ternura maternal" para todos os seus filhos e filhas, promovendo o calor humano em suas relações. Uma Igreja de braços abertos que acolhe a todos e encontra um lugar adequado para cada um de seus filhos. Trata-se de cultivar a ternura e acolhida, como fez Maria, por ocasião da visita do Anjo Gabriel.

 

2. Alegria e esperança: Uma Igreja que, como Maria, proclama com alegria e grandeza de Deus, bem como sua imensa misericórdia com as gerações atuais e futuras. Uma Igreja que, como lembra o Papa Francisco, se transforma em sinal de esperança pelo seu modo simples de ser, pela sua proximidade com o povo e por sua capacidade de transmitir vida, num tempo marcado por tantos sinais de morte.

 

3. Obediência e diálogo: uma Igreja que sabe dizer "sim" a Deus sem saber muito bem para onde a levará a obediência. Maria, ao dizer seu "sim" ao Anjo Gabriel, o fez sem ter claro todas as consequências: “como se realizará isto", pergunta Maria ao anjo Gabriel. Uma Igreja portanto que não tem respostas para tudo, mas que busca na confiança em Deus e no diálogo fraterno, na  verdade e  amor, a vontade de Deus.

 

4. Humildade e anúncio: uma Igreja humilde como Maria, sempre à escuta do Senhor e sua Palavra. Uma Igreja mais preocupada em comunicar o Evangelho de Jesus do que em ter tudo bem definido, palavras prontas para todos os questionamentos da humanidade.

 

5. Gratidão e compromisso: uma Igreja que sabe ser agradecida à exemplo de Maria, pois tudo vem da bondade divina, que não se compraz nos soberbos, poderosos e ricos deste mundo; ao contrário, procura pão e dignidade para os pobres e famintos da Terra, pois, como proclama Maria em seu cântico, Deus "enche de bem os famintos e despede os ricos sem nada"; Maria nos orienta que nosso Deus está comprometido com a sorte dos famintos e injustiçados.

 

6. Solidariedade e compaixão: uma Igreja atenta e solidária a todo o sofrimento humano, que sabe, como Maria, esquecer-se de si mesma e "andar depressa" para estar perto de quem precisa de ajuda (no caso, a prima Isabel, necessitada de ajuda pela gravides de risco, pois era de idade avançada). Uma Igreja, que a exemplo de Maria nas bodas de Caná, se compadece com a felicidade dos que "não têm mais vinho".

 

7. Oração e confiança: uma Igreja orante e contemplativa que sabe "guardar e meditar em seu coração"

 

O mistério de Deus encarnado em Jesus, para anunciá-lo como experiência de vida. Uma Igreja que crê, ora, sofre e espera a libertação e salvação de Deus proclamando com humildade e confiança a vitória final do amor, na Ressurreição de Jesus, o crucificado.

 

Para nossa meditação e aprofundamento:

 

 

 

Como Maria nos ensina a viver mais conscientemente nossa vocação cristã?

 

Como celebrar com mais profundidade, em nossa comunidade, o mês de maio, mês dedicado a Nossa Senhora?

 

Em que Maria nos ajuda a ser Igreja viva e atuante nos dias de hoje?

 

 

Pe. Ângelo Perin, MS

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Última modificação em Segunda, 08 Maio 2017 17:45

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