Domingo, 25 de Junho de 2017

POR MEIO DO ESPÍRITO SANTO, DEUS FEZ DE NÓS A SUA CASA

Publicado em Padre Adilson Schio MS
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LEITURA

Com o envio do Espírito Santo sobre os Apóstolos celebramos o Domingo de Pentecostes e com esta festa celebramos também o início da missão e o nascimento da Igreja. Encerra-se hoje o Tempo Pascal. A Sequência, isto é, o hino que se proclama antes da aclamação do Evangelho da missa deste domingo, nos dá a verdadeira profundidade e espiritualidade desta festa. Vale a pena meditar neste texto antes de refletirmos as Leituras e o Evangelho: “-Espírito de Deus, enviai dos céus um raio de luz! - Vinde, Pai dos pobres, dai aos corações vossos sete dons. - Consolo que acalma, hóspede da alma, doce alívio, vinde! - No labor descanso, na aflição remanso, no calor aragem. - Sem a luz que acode, nada o homem pode, nenhum bem há nele. - Ao sujo lavai, ao seco regai, curai o doente. - Dobrai o que é duro, guiai no escuro, o frio aquecei. - Dai à vossa Igreja, que espera e deseja, vossos sete dons - Dai em prêmio ao forte uma santa morte, alegria eterna! - Enchei, luz bendita, chama que crepita, o íntimo de nós!

 

MEDITAÇÃO

Na mesma liturgia temos dois Pentecostes. O primeiro é aquele vivido pelos Apóstolos na pequena comunidade presente no Cenáculo “na noite daquele dia, o primeiro da semana” (Evangelho). O segundo é aquele descrito por Lucas nos Atos dos Apóstolos, que acontece na manhã de uma das grandes festas da tradição hebraica, em que os Apóstolos estão provavelmente no pátio do Templo. Na verdade, neste domingo se dá o pleno cumprimento do dia da Páscoa. Celebramos o “vento e o fogo” da ressurreição de Jesus como promessa de vida e fonte de esperança para todas as criaturas. O simbolismo do vento e do fogo evoca o mistério da vida que, para ser forte precisa do mesmo movimento e do mesmo dinamismo de uma chama que se nutre de seu combustível e que precisa da brisa de um pouco de vento para manter-se acesa. Estes dois símbolos nos recordam que o dom do Espírito Santo não é somente o “primeiro dom aos que creem”, mas é a fonte perene de coragem na fé. Por isso o Apóstolo Paulo diz com clareza que “um só é o Espírito, pois é o mesmo Deus que realiza todas as coisas em todos” (2ª Leitura). Muito interessante é perceber que quando Jesus se apresenta aos seus Discípulos, Ele lhes deseja duas coisas: a paz como um dom que pode fazê-los vencer o medo; e a confiança na sua plenitude. Confiança que Ele, Jesus, tinha neles, pois “assim como o Pai me enviou, eu também vos envio”. Paz e confiança que vem com o sopro de Jesus, sopro de vida que traz consigo o amor que reconcilia. Jesus dá aos Apóstolos nada menos que o Espírito Consolador, aquele que os faz capazes de “perdoar os pecados” porque os faz capazes de amar com a mesma misericórdia que Jesus amou. É a vida ressuscitada de Jesus que agora é “transmitida” àqueles que continuarão a anunciar para todos os povos as maravilhas de Deus (1ª Leitura). Naquele dia de Pentecostes a Igreja se tornou capaz de sair, de deixar o pequeno lugar onde estava para ser animadora da esperança e anunciadora da alegria para toda a humanidade. Nossa vida de igreja hoje tem sua raiz e sua razão justamente naquele dia de Pentecostes. Pois o Espírito prometido por Jesus é aquele que veio para os Apóstolos mas é também aquele que ficará para sempre em nós. “Para sempre” aqui não indica somente a duração de um tempo cronológico, mas quer dizer em todas as situações. A liturgia de hoje nos diz que o Espírito ficará conosco também quando nos distanciamos de Deus, pois o Espírito de Deus nos faz livres do medo de sermos verdadeiramente seus filhos na construção do Reino da paz. O anúncio do Evangelho se torna, à luz de Pentecostes, uma proposta de vida que se vive na escuta e na busca sincera da verdade. É o Espírito Santo que, como dom de Deus, transforma nossa tristeza em perfeita alegria pois somos membros do mesmo corpo de Cristo. Que a certeza do Espírito em nós nos faça dizer hoje e sempre como disse o Salmista do Salmo Responsorial deste domingo de Pentecostes: “Que a gloria do Senhor perdure para sempre e alegre-se o Senhor em suas obras! Hoje seja-lhe agradável o meu canto, pois o Senhor é a minha grande alegria!”

 

ORAÇÃO

(refrão de uma antiga canção) - Vem, ó Espírito de Deus, vem amigo, vem inflamar meu coração, vem fazer da minha vida uma luz pro meu irmão. Vem, ó Espírito de Deus, vem amigo, vem infundir sabedoria, transformar a minha vida converter meu coração. Amém.

 

AGIR

Abra-se para acolher na sua vida e na sua comunidade o Espírito Santo de Deus.

 

Pe. Adilson Schio, MS.

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