Quarta-Feira, 23 de Agosto de 2017

CAMINHO, VERDADE E VIDA

Publicado em Padre Adilson Schio MS
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LEITURA

Neste Tempo Pascal continuamos a refletir o que foi acontecendo com os Apóstolos e com as primeiras comunidades cristãs na missão de continuar o caminho iniciado com Jesus. O Livro dos Atos dos Apóstolos nos permitem fazer uma significativa reflexão do anúncio e da catequese que fundamentou a vida de fé daqueles que descobriram a ressurreição e sentiram a força do “Cristo que não está mais entre os mortos, mas está vivo”. Neste 5º Domingo da Páscoa, a Primeira Leitura nos mostra que por vezes a comunidade tem seus conflitos e suas dificuldades, mas a graça está em encontrar os caminhos que possam ajudar a resolver as situações na luz do Espírito Santo e na vontade de querer colocar no centro da vida comunitária a Palavra de Deus. Esta Leitura nos mostra que a Igreja, desde os seus primórdios, é uma Igreja servidora, aberta à caridade e a promoção humana. Na Segunda Leitura temos esta significativa comparação que Pedro faz da Igreja como um edifício espiritual onde todos, Cristo e os fiéis, são “pedras vivas”.

 

MEDITAÇÃO

O Evangelho deste domingo nos apresenta muitos questionamentos. A fé tem um conteúdo de mistério e ao mesmo tempo uma exigência: acreditar. Ou melhor, saber confiar a partir das experiências e dos testemunhos encontrados na vida cotidiana. Esta verdade pode iluminar nosso entendimento do Evangelho deste domingo. Numa palavra de síntese podemos dizer que nossa vida precisar ser construída, ser apoiada, ou ter sua “pedra angular” no próprio Cristo. Ele é o fundamento da nossa experiência como comunidade cristã e é a esperança que jamais nos abandona e que nunca nos trará desilusões. A verdade de Cristo não é passageira ou apresentada só para um tempo ou um momento determinado de nossa vida, mas é através Dele e por todo o sempre, que a humanidade descobre o caminho, vive a verdade e se torna portadora de vida. Podemos nos perguntar: - O que realmente quer dizer: Jesus é caminho, verdade e vida? Antes de qualquer coisa, é bom que se diga que a resposta precisa ser a partir de uma experiência pessoal, no contexto da nossa vida em comunidade. É a partir daí que responderemos esta pergunta. O texto do Evangelho de João nos dá luzes. Parece estar situado numa ceia de despedida onde os discípulos presumem que aquela é verdadeiramente a última ceia com Jesus. Jesus faz ali, naquele momento, um diálogo significativo com seus discípulos, por isso que na base do que Ele diz encontramos dois mandamentos fundamentais para se acreditar em Deus e no próprio Cristo: “Não se perturbe o vosso coração: tendes fé” (vers. 1), e “acreditai-me, eu estou no Pai e o Pai está em mim, acreditai...” (vers. 11). Para João, “crer” não é somente um sentimento a partir de ideias, mas é um compromisso de vida, uma atitude cotidiana de seguimento onde o que se busca é fazer a vontade do Pai. - Como é o nosso “crer” neste momento da história do mundo e da Igreja? - Onde estão as razões da nossa fé?... É muito significativo o que encontramos na continuidade do versículo 11. Ali Jesus diz que devemos fazer das suas obras a razão maior do nosso “acreditar”. São as obras que revelam Jesus, seu caminho, sua verdade e sua vida. – Será que conhecemos bem as obras de Jesus? - Como reconhecê-las para fazermos delas a força da nossa fé? O Evangelho nos apresenta Tomé e Felipe, os dois discípulos com quem Jesus conversa. Eles parecem entender pouco de Jesus. Querem ver provas que fossem irrefutáveis, provas verdadeiras aos olhos, que fossem “comprobatórias”. Eles ainda não sabiam do valor do testemunho da experiência vivida e sentida ao nível do coração. Eles não tinham os olhos abertos ao amor de Jesus que se transformava em obras que recuperavam a esperança a quem não mais a tinha. Mas Jesus, diferentemente do que podemos imaginar, não apresenta a eles um roteiro de tudo o que Ele fez para com isso dizer aos discípulos: - Vejam quantas provas eu tenho para vos mostrar! Não, Ele não faz isso. Ele apresenta uma condição: é preciso acreditar que Ele e o Pai são um. Esta é a primeira e a maior condição. E o “acreditar” que Jesus propõe não é um acreditar sem razão ou sem entendimento, pelo contrário, Jesus mostra que há um novo jeito de entender tudo o que ele disse e viveu, é preciso encontrar as razões e as explicações de tudo na própria “vivência” tida com Ele: “Há tanto tempo estou convosco e não me conheceis...” (vers. 9 - resposta à Felipe). Só Jesus é o caminho para o Pai. É Ele que anuncia a verdade do Pai. É Ele que dá a todos a vida que vem do Pai. A profundidade da resposta de Jesus faz pensar: - De todo este tempo que Jesus está em nossa vida, será que ainda não o conhecemos? - O que mais precisamos para acreditar firmemente? Ficam as perguntas, porém que as nossas respostas seja sempre respostas de fé.

 

ORAÇÃO

Jesus me faça compreender o quanto é grande a Tua presença em mim. Jesus me faça compreender o quanto é profunda a Tua verdade em mim. Jesus me faça compreender o quanto minha vida é cheia de significado em Ti. Amém.

 

AGIR

Escolha um momento de sua vida com Jesus e, nesta semana, reflita profundamente neste fato.

 

Pe. Adilson Schio, MS.

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