Quarta-Feira, 23 de Agosto de 2017

JESUS, NOSSO BOM PASTOR.

Publicado em Padre Adilson Schio MS
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LEITURA

O 4º Domingo da Páscoa é considerado o “Domingo do Bom Pastor”, pois todos os anos a liturgia propõe, neste domingo, um trecho do capítulo 10 do Evangelho de São João, no qual Jesus é apresentado como “Bom Pastor”. O Salmo Responsorial deste domingo nos apresenta o verdadeiro sentido dessa imagem que já era muito conhecida no Antigo Testamento. “O Senhor é meu pastor, nada me faltará”. O Salmo 22 é uma oração de confiança de uma pessoa que sentem suas forças enfraquecer justamente num momento de solidão e perseguição. O Salmista vai até o Templo e reza. A confiança surge junto de Deus e é expressa, neste salmo, através desta imagem da ovelha cuidada pelo pastor. Na 1ª e na 2ª Leitura Pedro nos diz como passar pela “porta das ovelhas”, ou como escutar a voz do Pastor. É na conversão e no Batismo (Atos dos Apóstolos) e através de nosso retorno àquele que “guarda a nossa vida” (2ª Leitura). 

 

MEDITAÇÃO

Os versículos do Evangelho deste domingo nos falam a partir de imagens tiradas da vida pastoril da Palestina do tempo de Jesus. Podemos compreender melhor esta passagem do Evangelho de João se lermos o capítulo 34 do Livro de Ezequiel. Ali o profeta condena os maus pastores que em vez de cuidar da vida do povo, cuidam somente de seus próprios interesses. A profecia de Ezequiel é forte e dura: “Ai dos pastores de Israel que são pastores de si mesmos!” (Ez 34,2). Sem o cuidado dos pastores, as ovelhas se dispersam. Mas o Senhor promete reuni-las e conduzi-las a boas pastagens (Ez 34,11-16). João faz assim, em seu evangelho, a aplicação desta profecia feita entre os anos 593 a 571 antes de Cristo, dando a entender que Jesus é aquele que vai cumprir a promessa de Deus anunciada pelo Profeta, pois ele é o verdadeiro “Bom Pastor” que não descuida de nenhuma de suas ovelhas. O Bom Pastor é descrito neste Evangelho numa atitude de ternura para com as ovelhas. Ele as conhece e as chama pelo nome, caminha com elas e as ovelhas o seguem. Elas escutam a sou voz porque sabem que ele as conduz com segurança. Por tudo isso foi muito fácil às primeiras comunidades cristãs identificarem Jesus Cristo com esta imagem do pastor. A segunda parte do Evangelho, versículos 7-10, usa da metáfora da porta. Dos quatro evangelhos, João é único que nos apresenta esta autodenominação de Jesus como a porta para as ovelhas. Esta comparação nos situa diante de duas realidades bem distintas, até opostas. De um lado temos o “aprisco”, isto é, o lugar onde as ovelhas se abrigam durante a noite. Ali elas encontram refúgio contra o frio, podem encontrar o alimento necessário, além de se protegerem contra os lobos que as atacam. Fora deste lugar é justamente onde estão os animais que representam ameaça para as suas vidas. Fora do “aprisco” não tem comida, o frio pode levar à morte e as ovelhas não tem nenhuma proteção. Nada é seguro lá fora. No entanto, a comparação feita por Jesus não se concentra dos perigos de se estar fora, nem na segurança de se estar dentro, mas justamente na porta. A porta é a passagem obrigatória pela qual as ovelhas devem passar para deixarem o medo e sentirem-se seguras. Jesus é a porta do aprisco. João quer insistir que Jesus é a única fonte de vida. É Jesus que veio para que todos tivessem a vida plena. Portanto, Ele é a própria porta que nos permite estar em comunhão com o Pai. Quem não entra pela porta não é pastor, mas é bandido e enganador. Somente o verdadeiro pastor das ovelhas entra no recinto das próprias ovelhas e elas reconhecem a sua voz. Jesus é propriamente este pastor que entra em nossa vida, pela nossa fé, e nos traz a vida na sua plenitude.  No meio de tantas vozes que chegam aos nossos ouvidos hoje, no meio de tanta ameaça de instabilidade emocional, econômica, física e social, é preciso que quem nos fale seja merecedor de nossa confiança. Alguém capaz de oferecer a vida por aquilo que diz, restaurando a dignidade entre palavras e ações. À luz deste Evangelho. é fundamental nos perguntarmos: quem nos conduz? Qual a voz que escutamos e que não é estranha aos nossos ouvidos e ao nosso coração? Perguntas por demais interessantes que este Evangelho nos coloca. A resposta é de cada um, mas podemos dizer de três coisas que nos ajudam a distinguir a voz do verdadeiro Pastor: - Uma vida de oração (intimidade com o Senhor); - um confronto permanente com a Palavra de Deus (conhecimento da história do nosso Deus com seu povo); - uma verdadeira decisão que nos leva ao coração de Jesus para, passando por ele (a porta), nos unirmos com nossos irmãos (o seu rebanho), na comunidade de fé (o aprisco para onde Ele conduz). Para finalizar a nossa reflexão deste domingo, também somos convidados pelo Papa a rezar pelas vocações. Meditemos neste belo trecho da mensagem que o Papa Francisco enviou a toda a Igreja para este dia: “A vocação brota do coração de Deus e germina na terra boa do povo fiel, na experiência do amor fraterno..." É assim que nasce a vocação do seguimento.

 

ORAÇÃO

Senhor da messe e pastor do rebanho, faz ressoar em nossos ouvidos teu forte e suave convite: “Vem e segue-me”! Derrama sobre nós o teu Espírito, que Ele nos dê sabedoria para ver o caminho e generosidade para seguir tua voz. Senhor, que a messe não se perca por falta de operários. Maria, Mãe da Igreja, modelo dos servidores do Evangelho, ajuda-nos a responder SIM. Amém.

 

AGIR

Procure rezar a semana toda pelas vocações na Igreja. 

 

Pe. Adilson Schio, MS.

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