Segunda-Feira, 26 de Junho de 2017

ESTE É O MEU FILHO AMADO...

Publicado em Padre Adilson Schio MS
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LEITURA

A Liturgia da Palavra deste 2º Domingo da Quaresma nos apresenta, no Evangelho, uma das mais belas páginas do Novo Testamento. Dentro de uma sequência muito significativa, após o Espírito acompanhar Jesus e Lhe dar forças para vencer as Tentações, temos hoje a passagem da Transfiguração. A importância desta passagem é também significativa para o nosso caminho quaresmal. Jesus, confirmado pelo Pai, é o verdadeiro caminho que nos levará a vida plena, transfigurada pela beleza da graça, sendo Ele o rosto do Deus Vivo em nosso meio. A Primeira e a Segunda Leitura também nos trazem a força da ação de Deus na vida do seu povo. Do Livro do Gênesis temos o convite de Deus a Abraão e a toda a sua família, e ao mesmo tempo, a promessa de bênção que vem como confirmação da fidelidade aos planos de Deus. Abraão sai de sua terra a vai pelos caminhos do Deus único. Da Carta a Timóteo, novamente o tema da graça que, segundo Paulo, foi manifestada plenamente em Jesus que “faz brilhar a vida e a imortalidade”.

 

MEDITAÇÃO

O Prefácio da Missa do 2º Domingo da Quaresma (aquele que o padre reza antes da aclamação do Santo), é uma verdadeira “aula” de teologia. As palavras que ali se reza nos introduzem neste grande mistério que é a vida de Jesus, como filho de Deus, enviado para nos resgatar da morte. Diz um parágrafo do Prefácio: “Tendo predito aos Discípulos a própria morte, Jesus lhes mostra, na montanha sagrada, todo o seu esplendor. E com o testemunho da Lei e dos Profetas, simbolizados em Moisés e Elias, nos ensina que, pela Paixão e Cruz, chegará à glória da ressurreição”. Não há ressurreição sem o caminho ou a prova da paixão e da cruz. O caminho da vida é marcado pelo testemunho vivo de que Deus nos levara a viver a vida na plenitude do amor pois Ele “pousa o seu olhar naqueles que nele confiam e esperam em seu amor” (Salmo Responsorial). Mateus descreve a Transfiguração de Jesus com um texto belo e muito inspirado, se o lermos com espiritualidade nos sentiremos presente no monte Tabor. Há uma beleza descrita nos detalhes da cena (montanha, a roupa branca, a nuvem que envolve, o brilho do rosto...) mas há também uma sensibilidade do Evangelista ao descrever as reações daqueles que presenciam aquele momento. Temos ainda da força da Palavra que sai da nuvem, para confirmar Jesus e sua missão. Porém, significativo é também o contexto em que está contada esta história no Evangelho de Mateus. Ele escreve a Transfiguração logo após ter apresentado o diálogo de Jesus com Pedro e os discípulos sobre quem era Ele, Jesus, e como deveria ser o seu seguimento. Por isso, o centro do Evangelho deste domingo é propriamente toda a cena, isto é, a Transfiguração de Jesus. Contudo a Transfiguração não é um triunfo, pois Jesus sempre rejeitou o triunfo, Ele veio para servir, nem mesmo é uma emoção que faz estar bem, como a reação de Pedro possa querer indicar, mas é certamente um pouco de todo o esplendor do Reino que Jesus anunciava e que se tornará verdade nele mesmo pois quando, ressuscitado, transfigurará o mundo todo. Mas por que Jesus leva consigo alguns dos seus apóstolos? O Evangelho não responde essa questão, mas podemos dizer que Jesus conhece as nossas fraquezas e sabe quando é o momento de nos levar ao Monte Tabor para ali iluminar a nossa esperança que por vezes é fraca. Estes momentos de luz, evidentemente, não servem só para sentirmos uma mera alegria passageira, mas para nos fortalecer na fé, pois na nossa vida e na vida dos Apóstolos naquela época, ainda haveria outra subida, a outro monte, e que nesta sim seria necessário crer com toda a certeza de que Jesus venceria a morte. Pela frente ainda haveria a subida ao Monte Calvário. Mesmo em meio às sombras da morte, ainda assim é mais forte a luz do amor de Deus em Jesus. Como bem disse o Papa Francisco na sua Mensagem para a Quaresma deste ano: A encarnação de Deus é um grande mistério. Mas, a razão de tudo isso é o amor divino: um amor que é graça e generosidade”.

 

ORAÇÃO

Senhor, hoje eu rezo, com toda a Igreja, simplesmente assim: venha sobre nós a sua graça, da mesma forma que em Vós nós esperamos. Amém.

 

AGIR

Pergunte-se a si mesmo: como você está escutando Jesus?

 

Pe. Adilson Schio, MS.

 

 

Última modificação em Quinta, 09 Março 2017 16:58

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