Domingo, 19 de Novembro de 2017

Outubro: Mês das Missões/Mês do Rosário

Publicado em Notícias Salette
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“Não se abre uma rosa apertando-se o botão”, escreveu alguém.  É um pensamento muito próprio para uma reflexão sobre a vocação missionária do cristão para o mês que se avizinha: o mês de outubro, dedicado às missões. Jesus disse ao enviar os apóstolos para anunciar o ano da graça: “Eis que vos enviou como carneiros em meio a lobos vorazes” (Cf. Mt. 10,16). E, quando, mal recebidos em uma cidade, João e Tiago pretendiam mandar o fogo dos céus sobre aquele povo, mas Jesus os repreendeu “Não sabeis de que espírito sois. (Cf. Lc. 9,55).

 

 

A primeira atitude do missionário deve ser a mansidão. O anúncio da Boa Nova é um anúncio de paz. O texto do profeta Isaias lido por Jesus na sinagoga de Nazaré (Cf. Lc. 4,16-22)) e a si próprio aplicado, diz: “O Espírito do Senhor está sobre mim, eis porque me ungiu e mandou-me evangelizar os pobres, sarar os de coração contrito, anunciar o ano da graça”(Cf. Is. 61, 1-4)

 

 

E, logo a seguir, no Sermão da Montanha, revirando todos os princípios e conceitos que o pecado instilara nos corações dos homens, da sociedade e da cultura, declara bem aventurados os mansos, os misericordiosos e os que promovem a paz(Cf. Mt. 5)

 

 

A violência e a agressividade afastam os corações. Não é a toa que Santa Terezinha foi declarada padroeira das missões, ela que jamais transpôs as grades de seu convento e, partindo deste mundo aos vinte quatro anos, podia prometer que dos céus enviaria uma chuva de rosas sobre a terra. São Francisco de Sales, igualmente ensinava que se apanham mais moscas com uma gota de mel do que com um barril de vinagre.

 

 

Quanta paciência e compreensão mostraram os santos missionários de todos os tempos na inculturação da fé em corações duros e arraigados numa cultura pagã totalmente diversa dos caminhos cristãos. Davam tempo ao tempo, como o semeador aguarda com paciência o tempo da colheita.

 

 

Ainda no Evangelho lido na liturgia de dias atrás, diante da crítica dos fariseus, Jesus amorosamente acolhe a pecadora pública e lhe perdoa os pecados, e não reprime com exasperação o pecado dos “puros de todos os tempos”, mas os leva à conversão chamando-os ao amor.(Cf. Lc. 7, 36-50)  Assim também em outro episódio, uma ceia junto a publicanos e pecadores, o Mestre disse aos que o criticavam: “Não são os que tem saúde  que precisam de médico, mas os doentes. Ide aprendei o que significa: prefiro a misericórdia ao sacrifício” (Cf. Mt.9, 10-14).

 

 

O plano salvífico de Deus não é imposto. Como na criação Deus respeitou a vontade do homem que optou pelo pecado, assim também o respeita na opção que ele faz diante da oferta da salvação. “Deus que te criou sem ti, não te salvará sem ti”, diz Santo Agostinho.

 

 

O cristão que tem, pelo batismo, a vocação missionária, a missão de anunciar a Boa Nova, tem de ter, ele próprio, um coração semelhante ao de Cristo, manso e humilde, como pedimos na jaculatória, “fazei nosso coração semelhante ao vosso”.

 

 

Paulo VI, na Evangelii nuntiandi exorta: “A obra da evangelização pressupõe um amor fraterno, sempre crescente, para com aqueles a quem ele (o missionário) evangeliza.” (nº 79) e cita São Paulo aos Tessalonicenses (2Tes. 8) como programa.

 

 

Refere-se ainda, exemplificativamente, a outros sinais de afeição que o missionário tem de ter em relação ao evangelizando: o respeito pela situação religiosa e espiritual das pessoas a quem se evangeliza; a preocupação de se não ferir o outro sobretudo se ele é débil em sua fé e um esforço para não transmitir dúvidas ou incertezas nascidas de uma erudição não assimiladas.

 

 

O missionário, ao levar a Boa Nova a um mundo angustiado e sem esperança ou cuja esperança se esgota com o último suspiro, não pode se apresentar triste e descorçoado, impaciente ou ansioso, mas deve manifestar uma vida irradiante de fervor e da alegria de Cristo.

 

 

Nesse espírito o missionário, sem tergiversar sobre sua fé e sobre a mensagem, abra sua voz para “propor aos homens a verdade evangélica e a salvação em Cristo, com absoluta clareza e com todo o respeito pela opções livres que a consciência dos ouvintes fará” (E.N 80). Lembre-se “não se abre uma rosa apertando-se o botão”.

 

 

A Campanha Missionária neste ano traz como tema “A alegria do Evangelho para uma Igreja em saída” e lema “Juntos na missão permanente”.

 

 

A coletiva contará com a participação do presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Sérgio Arthur Baschi; do diretor nacional das POM, padre Camilo Pauletti; e da assessora da Comissão Episcopal para a Amazônia (CNBB), irmã Irene Lopes.

 

 

Desde 1926, a Campanha Missionária é realizada em outubro com objetivo de chamar a atenção dos cristãos para o seu compromisso com a missão da Igreja em âmbito mundial. Em 2017, o tema “A alegria do Evangelho para uma Igreja em saída”, acompanhado do lema “Juntos na missão permanente”.

 

 

Entre os materiais para a campanha deste ano estão: cartaz com tema e o lema, livro da novena, DVD com testemunhos, mensagem do papa para o Dia Mundial das Missões, oração missionária, oração dos fiéis para os quatro domingos de outubro, marcadores de páginas e envelopes para a coleta do Dia Mundial das Missões.

 

 

No Brasil, as Pontifícias Obras Missionárias (POM) têm a responsabilidade de organizar, todos os anos, a Campanha Missionária, com a colaboração da CNBB por meio da Comissão para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial, a Comissão para a Amazônia e outros organismos que compõem o Conselho Missionário Nacional (Comina).

 

 

 

Outubro: Mês do Rosário

 

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Outubro é o mês de Nossa Senhora Aparecida, é, ao mesmo tempo, mês de Nossa Senhora do Rosário, bem como é o mês de Nossa Senhora Mãe Rainha. Outubro é, como maio, um mês de Maria, ela que é a aurora da salvação, ela que é a missionária por excelência, ela que, com toda a disponibilidade, nos trouxe o Filho de Deus, o nosso Salvador.

 

Em suas diversas aparições a pessoas de fé, no decorrer da história do mundo, Maria sempre nos alertou e alerta sobre as misérias mundanas que podemos evitar, sanar, combater. E um pedido constante dessa nossa mãe celeste é a oração.

 

 

O rosário é uma oração popular e, justamente por ser popular, é agradável a Deus e, como Maria é nossa medianeira, a oração do rosário, com piedade, com fé, é uma alavanca que conseguirá levantar o mundo, libertando-o de tanta miséria e violência.

 

 

Antes de concluir suas saudações nos diversos idiomas, durante a audiência geral realizada no dia 06 de outubro de 2010, na Praça de São Pedro, o Papa Bento XVI animou os fiéis a “redescobrir” a oração do terço.  “Outubro é o mês do rosário, que nos convida a valorizar essa oração tão querida pela tradição do povo cristão”, afirmou o Pontífice, durante sua tradicional saudação aos doentes, jovens e recém-casados.

 

 

Recordando que no dia 07 de outubro a Igreja celebra Nossa Senhora do Rosário, o Papa convidou os jovens a “fazer do terço sua oração de todos os dias”. “Animo-vos, queridos doentes, a crescer, graças à oração do terço, no confiante abandono nas mãos de Deus”, prosseguiu. Aos recém-casados, o Papa concluiu exortando a “fazer do terço uma contemplação constante dos mistérios de Cristo”.

 

 

Peçamos a Maria, Mãe Imaculada, em qualquer das denominações que o povo devoto lhe atribui, que nos ajude a ser missionários da Palavra de seu Filho Jesus. Que sejamos fiéis a nossa fé. E que, através da reza diária do Terço, saibamos fortalecer a nossa fé a cada dia. Que ela acampe os anjos ao redor das crianças, protegendo-as e dê sabedoria aos pais e professores, para que possam lhes ministrar uma boa educação.

 

 

 

 

 

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