Domingo, 17 de Dezembro de 2017

Carta aos Confrades sobre a vida consagrada

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Caros Confrades,

"Incorporados à Igreja por nosso batismo, participamos de sua missão. Pela Profissão dos votos públicos de pobreza, castidade e obediência, nós nos consagramos, por um novo título, a essa mesma missão, e nos comprometemos viver numa comunidade religiosa que seja um sinal do Reino" - (RdV n. 3).

Quando penso em escrever algo sobre a Vida Consagrada me coloco a pensar em como e porque me tornei consagrado. Impossível falar da Vida Consagrada sem pensar na própria vocação. Quando senti o chamado de Deus para esta vocação nem tinha muita clareza do que é ser um consagrado, como muitos hoje não entendem o que é Vida Consagrada. Tentarei partilhar sobre esta vocação.

Ser consagrado é dar uma resposta generosa ao chamado de Deus que nos faz, para viver uma vocação específica, buscando responder aos apelos que nascem e crescem no coração daqueles que querem se consagrar a Ele. É um caminho que Ele mesmo sonhou para os que chamou para si. Ser consagrado é estar com Deus e estar disponível para atender às necessidades da Igreja. O coração do consagrado busca em tudo agradar a Deus e por Ele dar de si aos que precisam.

Como consagrados, experimentamos a alegria do encontro do desejo do nosso coração, com o desejo do coração de Deus, de sermos somente d'Ele. Somos consagrados para e pelo Reino, não podemos e não queremos ser consagrados para nós mesmos. Nossa vida de consagrados só tem sentido se está a serviço do povo de Deus. Quando nos CONSAGRAMOS nós nos entregamos ao "SAGRADO", "COM SAGRADO". Ao realizarmos a nossa consagração, de alguma forma estamos dizendo que somos SAGRADOS, mas não como muitas vezes pensamos e também nos dizem.

Muitos olham, inclusive religiosos, para a Vida Consagrada e a veem como uma instituição falida, e que perdeu a força que outrora possuía, mas o que podemos perceber é uma Vida Consagrada, mais silenciosa, porém, que trabalha como um fermento na massa e sinaliza a presença de Cristo em meio a tantas dores. Finalizo dizendo, a Vida Consagrada está longe de estar em crise.

Parabéns, confrades, pelo SIM que deram de suas vidas a Deus, seja hoje, seja ontem, seja há décadas atrás. A Vida Religiosa Consagrada é uma grande graça, é a manifestação de uma escolha, de uma preferência. É a guarda de honra. É a cavalaria na Igreja. Deus ainda aposta na Vida Consagrada. Porque nós desistiríamos dela?

Ir. Emerson José Aguiar da Silva, MS.

 

 

 

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