Quinta-Feira, 19 de Outubro de 2017

1. O caminho da Reconciliação - parte 2

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  • É preciso retornar ao essencial em nossa vida

 

             Veio-me à mente aquela página extraordinária de São Lucas. Refiro-me à parábola do "filho pródigo". Jesus nos apresenta as dramáticas vicissitudes daquele jovem: a aventurosa partida da casa paterna, a dissipação de todos os seus bens, os dias tenebrosos da distância e da fome e, pior ainda, da dignidade perdida, da humilhação e da vergonha. O Pai, conservara o afeto, o amor e a estima para com ele. E, assim, espera-o sempre.

             O homem, - cada um dos homens - é este filho pródigo: fascinado pelo mundo, caído na tentação, desiludido no nada; sozinho, desonrado e explorado no momento em que tenta construir um mundo só para si; atormentado. O que nessa parábola mais sobressai é o acolhimento festivo e amoroso do Pai ao filho que regressa e, da mesma forma, ao filho que regressa do trabalho para casa: a Reconciliação é principalmente um dom do Pai celeste.

 

  • É preciso que sejamos crentes apesar de tudo

 

                No Evangelho de Lucas, há o episódio da negação de Pedro (Cf. Lc 22, 60-62). Em Mateus, existe a perícope de Judas e seu enforcamento (Cf. Mt 27, 3-5). Ambos pecaram; não do mesmo modo, porém pecaram... ambos se arrependem. Judas, cheio de remorso, devolve as trinta moedas de prata e depois se enforca; Pedro chora amargamente e continua sendo um dos discípulos prediletos do Senhor. Judas julgou a si próprio; quis fazer a reconciliação à sua maneira, devolvendo o dinheiro da traição; vendo que nada mudaria, considerou-se imperdoável.

               A consciência de Pedro também o acusava, mas acreditou haver alguém, superior a ele, que poderia perdoar o imperdoável. Pedro acreditou mais no amor do que no juízo de sua própria consciência e encontrou a reconciliação. Muitas vezes, o caminho da reconciliação é difícil, complicado, exige sacrifício, tempo, paciência, constância.

              A reconciliação traz consigo um fortalecimento da fé, da esperança, da alegria, que nos ajuda a prosseguir no caminho, certos de que o Senhor está conosco. Orar, afligir-se, Maria em La Salette vai mais longe ainda. Ela sofre por nós. Sua lágrimas são a última súplica para nos abrir os olhos.

 

Texto escrito originalmente em 22.06.12

Continua...

Ir. Emerson Aguiar, MS.

 

 

 

 

Última modificação em Terça, 28 Março 2017 20:15