Segunda-Feira, 18 de Dezembro de 2017

ANO DA VIDA RELIGIOSA CONSAGRADA

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logotipo VC2015 portugalA designação «Vida Consagrada» refere-se a um comum horizonte eclesial em que se articulam, de forma complementar, carismas e instituições: ordens e institutos religiosos dedicados à contemplação ou às obras de apostolado; sociedades de vida apostólica; institutos seculares e outros grupos de consagrados; formas novas ou renovadas de vida consagrada; a Ordem das Virgens, as viúvas e os eremitas consagrados; todos aqueles que, no segredo do seu coração, se entregam a Deus com uma especial consagração (cf. Vita Consecreta, 2).
A propósito, em 2 de fevereiro de 2014, Festa da Apresentação do Senhor, Dia Mundial do Consagrado, a Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica (CIVCSVA) dirigiu aos consagrados e consagradas uma Carta Circular. Intitulada “Alegrai-vos”, tem como epígrafe uma citação do Papa Francisco: «Queria dizer-vos uma palavra, e a palavra é alegria. Onde quer que haja consagrados, aí está a alegria!»
A Vida Consagrada está vivendo um tempo de buscas, de questionamentos, de mudanças, de conversão para os Novos Tempos com novas perguntas e novas respostas. Um tempo de graça e de luzes do Espírito Santo. Atenta a estes movimentos do hoje e em sintonia com o Horizonte e as Prioridades assumidas na última Assembleia Geral Eletiva 2013, a CRB Nacional se propõe a dar continuidade ao processo de reflexão e aprofundamento da temática da Intercongregacionalidade e de assumir o Núcleo Identitário da VC, com atitude Profética num processo Mistagógico, organizou um Seminário Nacional com o seguinte objetivo:
“Animar, fazer arder o coração da VC para a missão e a profecia em vista da vivência da Radicalidade do seguimento de Jesus Cristo com alegria e esperança”.
O Seminário Nacional teve como Tema Central: “Assumir o Núcleo Identitário da VC: Atitude Profética, Processo Mistagógico”. E como Lema: “Não ardia nosso coração quando ele nos falava pelo caminho?” (Lc 24,32).

ANO DA VRC, O CONVITE FEITO PELO PAPA FRANCISCO!

ANÚNCIO:
Dia 29 de novembro de 2013, o Papa Francisco anunciou que o ano de 2015 seria dedicado, na Igreja inteira, à Vida Consagrada. Na realidade, ele durará algo mais que um ano, uma vez que sua abertura ocorrerá em 30/11/2014 e seu encerramento será em 02/02/2016.

RAZÃO:
O Ano da Vida Consagrada foi pensado no contexto do Concílio Vaticano II, particularmente no cinquentenário da publicação do decreto conciliar Perfectae Caritatis, sobre a renovação da Vida Consagrada.
Somos chamados a seguir o que o Concílio pediu aos Consagrados: fidelidade ao Senhor, à Igreja, ao carisma próprio e aos homens e mulheres de hoje (Cf. PC, 2).

OBJETIVOS:
GERAL: Vivenciar, em comunhão com a VRC e a Igreja do mundo inteiro, 2015 como o ano da Vida Religiosa Consagrada.
ESPECÍFICOS:
1. Fazer memória, com gratidão, do passado recente, pós conciliar.
2. Viver o presente com paixão, a exemplos dos/as fundadores/as.
3. Abraçar o futuro com esperança para despertar mundo.

PASSADO
Os Consagrados somos conscientes de que não temos “apenas uma história gloriosa para recordar e narrar...”.
* Relembrar a “história” que temos “para recordar e narrar”, particularmente em nosso Núcleo.
* Fazer memória dos/as mártires da VRC brasileira.
* Rever:
- Os documentos da Igreja sobre a VRC: LG (43-47), PC, VC.
- Os passos dados pela VRC após o Vaticano II.
* Aprofundar:
- A nossa congregação: Por que e para que Deus nos suscitou?
- A minha vocação: As raízes de minha opção...
* Prever celebração de ação de graças na Igreja local.

PRESENTE (durante o Ano):
... mas temos também uma grande história a construir (VC, 110). Isso nos conduzirá a continuar a renovação proposta pelo Concílio, fortalecendo nossa relação com o Senhor, a vida fraterna em comunidade, a missão, preocupando-nos com uma formação adaptada aos nossos tempos, de maneira a “propor de novo e com coragem” e com uma “fidelidade dinâmica” e criativa (Cf. VC, 37) a experiência dos fundadores e fundadoras.
Assim como a sociedade e a Igreja, também a VRC está em crise. Mas esta não é algo como “antessala da morte”, mas, sim, um kairós, uma ocasião favorável para o crescimento em profundidade e, consequentemente, um tempo de esperança (Dom João Braz de Aviz).
Sugestões:
* Promover nossa conversão. Em formulação de Alegrai-vos (nº 6), “renovar e qualificar com alegria e paixão a nossa vocação”.
* Responder, com sinceridade, às perguntas que o Papa nos faz, ao final da carta circular Alegrai-vos, também publicadas na Convergência
* Viver a nossa vida com paixão e alegria.
* Com relação à vida espiritual:
- Fazer do ano da Vida Consagrada o “Ano do primado de Deus”.
- Nas comunidades: Tempo diário de oração qualificado e, se julgado conveniente, acrescido.
* Com relação à missão:
- Visibilizar a nossa existência através de atividade(s) “missionária”(s).
* Com relação à comunidade:
- Juntos/as, ser sinal de comunhão.
- Cada um/a construir comunhão no lugar em que está.
* Promover encontro celebrativo e de confraternização dos/as Religiosos/as do Núcleo.
* Divulgar o Ano da Vida Consagrada nos Meios de Comunicação Social, priorizando testemunhos.
* Convidar o povo de Deus todo a celebrar o Ano, a promover a VRC e ajudar os/as Religiosos/as a viverem com fidelidade a sua vocação.

FUTURO:
* Acreditar na fidelidade de Deus.
* Construir a VRC do futuro:
- Continuar identificando e experimentando traços da possível VRC para os novos tempos.
- Identificar o que caracteriza os/as novos/as vocacionados/as.
- Clarear características e modalidades da nova promoção vocacional.

As perguntas do papa Francisco
• Queria dizer-vos uma palavra, e a palavra é alegria. Onde estão os consagrados, os seminaristas, as religiosas e os religiosos, os jovens, há sempre alegria, há sempre júbilo! É a alegria do vigor, é a alegria de seguir Jesus; a alegria que nos dá o Espírito Santo, não a alegria do mundo. Há alegria! Mas, onde nasce a alegria?
• Olha no fundo do teu coração, olha no íntimo de ti mesmo, e interroga-te: tens um coração que aspira a algo de grande ou um coração entorpecido pelas coisas? O teu coração conservou a inquietação da procura ou permitiste que ele fosse sufocado pelos bens, que terminam por atrofiá-lo? Deus espera por ti, procura-te: o que lhe respondes? Apercebeste desta situação da tua alma? Ou dormes? Acreditas que Deus te espera ou, para ti, esta verdade não passa de « palavras »?
• Somos vítimas desta cultura do provisório. Gostaria que pensásseis nisto: como posso ser livre, como posso libertar-me desta cultura do provisório?
• Esta é uma responsabilidade, em primeiro lugar dos adultos, dos formadores: dar um exemplo de coerência aos mais jovens. Queremos jovens coerentes? Sejamos nós coerentes! Caso contrário, o Senhor nos dirá o que dizia dos fariseus ao povo de Deus: « Fazei o que dizem, mas não o que fazem! » Coerência e autenticidade!
• Podemos perguntar-nos: eu vivo inquieto por Deus, por anunciá-lo, por dá-lo a conhecer? Ou então deixo-me fascinar por aquela mundanidade espiritual que leva a fazer tudo por amor-próprio? Nós, consagrados, pensamos nos interesses pessoais, no funcionalismo das obras, no carreirismo. Mas podemos pensar em tantas coisas... Por assim dizer, « acomodei-me » na minha vida cristã, na minha vida sacerdotal, na minha vida religiosa, e até na minha vida de comunidade, ou conservo a força da inquietação por Deus, pela sua Palavra, que me leva a « sair » e ir rumo aos outros?
• Como vivemos a inquietação do amor? Cremos no amor a Deus e ao próximo, ou somos nominalistas a este propósito? Não de modo abstrato, não somente pelas palavras, mas o irmão concreto que encontramos, o irmão que está ao nosso lado! Deixamo-nos inquietar pelas suas necessidades, ou permanecemos fechados em nós mesmos, nas nossas comunidades, que com frequência são para nós « comunidades-comodidades »?
• Este é um bom caminho para a santidade! Não falar mal dos outros. « Mas, padre, há problemas... »: di-lo ao superior, di-lo à superiora, ao bispo, que pode remediar. Não o digas a quem nada pode fazer. Isto é importante: fraternidade! Mas diz-me, tu falarás mal da tua mãe, do teu pai, dos teus irmãos? Nunca. E porque o fazes na vida consagrada, no seminário, na vida presbiteral? Só isto: pensai, pensai... Fraternidade! Este amor fraterno!
• Aos pés da cruz, Maria é a mulher da dor e, ao mesmo tempo, da vigilante espera de um mistério, maior que a dor, que está para se cumprir. Tudo parece realmente acabado; toda a esperança poderíamos dizer que se apagou. Também ela, naquele momento, poderia ter exclamado, recordando as promessas da anunciação: não se cumpriram, fui enganada. Mas não o disse. Contudo ela, bem-aventurada porque acreditou, desta sua fé vê brotar um futuro novo e aguarda com esperança o amanhã de Deus. Às vezes, penso: nós sabemos esperar o amanhã de Deus? Ou queremos o hoje? O amanhã de Deus é para ela o amanhecer da Páscoa, daquele primeiro dia da semana. Far-nos-á bem pensar, em contemplação, no abraço do Filho com a Mãe. A única lâmpada acesa no sepulcro de Jesus é a esperança da Mãe, que naquele momento é a esperança de toda a Humanidade. Pergunto a mim e a vós: nos mosteiros, esta lâmpada ainda está acesa? Nos mosteiros, espera-se o amanhã de Deus?
• A inquietação do amor impele-nos sempre a ir ao encontro do outro, sem esperar que seja o outro a manifestar a sua necessidade. A inquietação do amor oferece-nos a dádiva da fecundidade pastoral, e nós devemos perguntar-nos, cada um de nós: como está a minha fecundidade espiritual, a minha fecundidade pastoral?
• Uma fé autêntica exige sempre um desejo profundo de mudar o mundo. Eis a pergunta que nos devemos fazer: temos também nós grandes visões e estímulos? Somos também nós audazes? O nosso sonho voa alto? O zelo devora-nos (cf. Sl 69, 10), ou somos medíocres e satisfazemo-nos com as nossas programações apostólicas de laboratório?

Última modificação em Sexta, 03 Julho 2015 17:29

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